Calvície afeta mais homens e envolve questão hormonal, além da hereditariedade. Saiba mais sobre o problema, quais os seus tipos e tratamento
Condição que afeta mais pessoas do sexo masculino, a calvície tem ligação com hormônios sexuais, principalmente a testosterona. Mulheres também podem apresentar o problema, mas em menor proporção.
Além da questão hormonal, a hereditariedade é outro fator que está relacionado à queda de cabelo. São as duas principais causas, inclusive, mas condições como excesso de oleosidade (dermatite seborreica), couro cabeludo vermelho que coça muito ou arde, sinais de caspa nos fios e nas roupas, produtos químicos em excesso, má alimentação, ausência de vitaminas, alteração da tireoide, estresse e certos medicamentos também podem ocasionar a calvície.
Os primeiros sintomas nos homens podem surgir entre os 17 e 23 anos. A queda de cabelo é contínua e não de uma só vez e normalmente começa nas partes laterais da testa ? as famosas ?entradas?.
Posteriormente, a ausência de fios se concentra no topo da cabeça.
Em suma, na maioria dos casos, os fios de cabelo continuam crescendo somente nas laterais e na região da nuca. Se surgir a partir dos 26 anos, a queda é mais lenta e a resposta ao tratamento é mais positiva. Depois dos 50, se o caso for hereditário, a condição pode aparecer em menor ou maior grau.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a faixa etária entre 20 e 25 anos corresponde a 25% das pessoas que sofrem com o problema ? o número total de brasileiros com calvície é de 42 milhões. Mulheres representam 40% da totalidade, com um crescimento de 10% nos últimos três anos, segundo dados do Censo 2022 da Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração Capilar (ISHRS).
Androgenética: sua forma é genética, podendo ser acometida tanto por homens quanto por mulheres. Inicia-se na adolescência e em cada ciclo dos fios de cabelo, eles nascem cada vez mais finos. Com eles mais ralos, o couro cabeludo fica mais exposto e visível. No caso das mulheres, questões de irregularidade menstrual, obesidade, acne e aumento de pelos no corpo em geral podem estar associadas à condição.
Alopecia areata: é caracterizada pela perda de cabelo ou de pelos em outras áreas do corpo ? barba e sobrancelha, por exemplo ? de forma arredondada/oval. O problema acomete somente de 1% a 2% da população e em 60% dos casos acontece antes dos 20 anos de idade ? homens e mulheres estão propensos a isso.
Condições genéticas, imunológicos ? como diabetes, lúpus, vitiligo, tireoides ? podem ser causas para o aparecimento do problema.
Mulheres com predisposição genética podem sofrer de calvície. Entretanto, diferente dos homens, os fios de cabelo da parte da frente se mantêm, porém ficam finos e menos densos, principalmente no topo da cabeça, o que faz com que o couro cabeludo fique visível.
A condição tende a aparecer depois que os níveis de estrogênio caem, que é quando a mulher não está com a ?proteção? dos hormônios femininos. Outras condições que podem ocasionar o problema, são:
· Ansiedade;
· Estresse;
· Produtos químicos usados para alisamento, tintura e permanentes;
· Ausência de nutrientes e vitaminas;
· Puxar muito o cabelo na hora de prendê-los.
Existem casos em que somente o implante capilar é a solução. Em outros, o uso de minoxidil e finasterida podem ser indicados. O primeiro é um vasodilatador que auxilia no bloqueio da ação dos derivados da testosterona no bulbo capilar, além de acelerar o crescimento dos fios. O seu uso também faz com que surjam pelos no rosto e no corpo, assim sendo contraindicado para mulheres.
Já o segundo, que é um medicamento usado para diminuir o tamanho da próstata e é adequado somente para homens, mostrou-se eficaz em casos de calvície hereditária. Em situações em que a queda de cabelo é menor do que 50%, cremes e injeções locais podem ser aplicados.
De qualquer modo, qualquer tipo de tratamento para a calvície deve ser indicado e acompanhado por um especialista.